quarta-feira, 28 de julho de 2010

A escrita precisa de vida real

Perdoem pelo sumiço, mas precisava viver um pouquinho para continuar a escrita. Embora seja legal escrever ficção de vez em quando, as coisas reais são igualmente interessantes, e o espaço aqui, como vocês já devem ter notado, prioriza a vida real. Por isso, fiquei quase um mês de férias, não para descansar, mas para viver. Preciso viver para escrever, e a escrita precisa de vida real. Necessito ficar de pé diante da vida e ter coragem para enfrentar o "play" natural que a vida oferece, para poder clicar um pequeno ''pause" para transformar em letras tudo o que vi e senti, o que quer que seja; pode ter sido apenas um pôr-do-sol, mas eu o vi, e vivi naquele momento, e só por isso já em si importante.
Estou de volta!
Beijos e pétalas.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dose dupla!

Coisas lindas, hoje venho aqui pra fazer um convite duplo: primeiro, vão visitar o blog da Débora, super simpática, criativa e com outras qualidades que ela vem demonstrando pelo seu blog, dia a dia. O endereço é http://doce-vida-dura.blogspot.com; segundo, hoje ela abriu seu espaço para publicar um texto meu, que eu tirei lá do fundo do baú, da época do meu primeiro blog (sobre o qual vou começar a comentar mais por aqui). Divirtam-se! E pra quem já conhece a Debor@h do Designando, sigam também o Doce vida dura, que é um amor!

Beijos e pétalas.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ai, que medinho!








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Sabemos que Aveia Quaker é saborosíssima, e ainda por cima, saudável. Mas a embalagem não ajuda, sinceramente. Explico o motivo: quando eu era criança, uma coleguinha na escola falou que amava aveia, mas morria de medo de ir pegar na geladeira, e dar de cara com o moço da Aveia. Ela achava a cara dele muito sinistra, e à noite, então, quando ia pegar água gelada, chegava a tremer quando dava de cara com ele. Bem, com o cara da aveia, eu nunca tive grandes problemas, apesar de achá-lo sinistrão também (aquele sorriso meio psicopático não me atrai - at all). Já as figuras simpáticas da moça do Leite Moça (ih, esqueci de colocar a imagem dessa, mas vocês conhecem...), da menina do bolo Ana Maria (mesmo depois de reconfigurada - será que apliquei o termo corretamente?) e os dentinhos coloridos da carinha do bonequinho do Mini chicletes, aaawwww, são fofos. Coisas da infância que ficaram a até hoje, exceto esses chicletinhos que nunca mais vi. Eu não lembro o nome dessa minha ex-coleguinha de primário, mas lembro dela sempre que vejo os caras azuis que fazem propaganda da TIM. Tenho a mesma sensação que ela tinha quando olhava pro cara da Quaker. Por isso, meu celular não é TIM, acho que eu nem aguentaria visitar o site. Nem me interessa saber das promoções que eles oferecem. Os caras azuis me dão arrepios e pronto. Gente, o visual conta, não é verdade? Por exemplo, eu não uso o eMule, porque o visual do programa não me agrada, e aquela mulinha, apesar de ser bem simpática, também não é suficientemente atraente para mim. Escolhi o blogspot para hospedar meu blog, porque meus olhos acham tudo mais rápido do que quando estou no Wordpress. Volto a dizer: conteúdo é tudo de bom, mas o visual também ajuda, não acham? Pelo menos, no que se refere à tecnologia, marcas, e afins. Mas, atenção: não tenho medo da mulinha, ok? Só dos caras da TIM. E um leve e incômodo tremor quando encaro o cara da Quaker.
E vocês, do que tem "medo"? Kkkkk...

sábado, 12 de junho de 2010

E mais um para a coleção!

"O prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que em suma demonstram sua criatividade através do pensamento vivo, que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."

Esse quem me deu foi a Luciana, obrigada, querida menina dos olhos de mel! Você sabe como gosto de ganhar esses presentinhos, uma surpresa muito agradável! A regra manda indicar para mais 10 blogs, mas hoje, eu me rebelarei (kkkkk...) e indicarei para todas as blogueiras que têm deixado frequentemente seus comentários super animados aqui.

Beijos e pétalas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vendo a vida com outros olhos...


Na semana passada, estava inocentemente comendo uns biscoitinhos wafer de morango, enquanto procurava algo de bom na TV, e me deparei com Saawarya, um desses filmes de Bollywood, que são o máximo! Saawarya é do tipo de filme que eu, pelo menos, não aceito bem, na primeira vez. Depois que vi, fui direto navegar na internet, e procura críticas, e explicações mais profundas sobre o perfil psicológico dos personagens. Fiz isso tudo pra aceitar o final, que foi imprevisível para mim. Mas mesmo estando com lágrimas nos olhos, achei o filme lindo e assistiria sempre, assim como o Fantasma da Ópera, com o Gerry Butler. É triste, mas é absurdamente lindo! O filme foi baseado na obra "Noites brancas" de Dostoievsky. O título se deve a um fenômeno solar que ocorre geralmente este mês, na Rússia, em que a noite fica tão clara que se pode ler sem luz artificial, porque o sol não se põe completamente. Deve ser bonito de ver.
Na tradução de Carlos Loures, há uma frase também absurdamente linda, que diz: "Meu Deus! Um minuto inteiro de felicidade! Afinal, não basta isso para encher a vida inteira de um homem?..." E essa frase me fez entender melhor todo o filme. Será que existe alguém que considere um privilégio o simples fato de poder amar, independente de ser amado? Sinceramente, eu achei que conseguiria fazer isso. Bem na parte de amar, continuo amando. Mas na parte em que se acha isso um privilégio, ok, nesse caso, admito que amar sem ser correspondida é um defeito enorme que tenho que deletar de mim. Ainda mais quando esse defeito aflora pela presença de uma só pessoa. Não, ninguém merece isso. Mas achei tão lindinho ver isso no personagem do filme, ainda mais por ser um personagem masculino. Torci por ele durante todo o filme, mas entendi que a alegria dele não se baseava em retornos. A felicidade dele significava apenas dar, sem estar preocupado com o receber.
O filme todo tem uma atmosfera tão azul, tanto literal como poeticamente falando. E as coreografias são tão ocidentais, às vezes, kkkkk. Chorei mais por dentro que por fora, e todos sabem: assim é bem "pior". Não tenho condições emocionais de assistir a esse filme, em qualquer dia e hora, mas assistiria mil vezes, estando bem preparada.
São quatro noites mágicas, um coração sonhador, e outro esperançoso e sofredor.
Assistam.

Beijos e pétalas.

domingo, 16 de maio de 2010

Morangos de maio

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(Conforme prometido...)

Andávamos uns vinte minutos até o centro da cidade, no final da tarde. Mas, já cansados após um dia cheio de atividades, costumávamos parar nas arquibancadas de um campo de futebol. Sentávamos para descansar uns minutos, e um certo dia, eu perguntei: "Você gosta de morangos?" E você disse que sim. No dia seguinte, comprei duas caixinhas de morangos, e guardei para o próximo dia. Desta vez, sentamos e comemos morangos. Conversamos, fizemos planos para o nosso futuro, rimos de coisas simples, e continuamos andando. Por anos seguidos, segui com esta imagem de nós dois, sempre que via caixinhas de morangos no mês de maio. Esta imagem tão singela de nós dois, que mostrava cumplicidade, sinceridade, e vontade de estar junto...sempre.
No entanto, até as imagens que guardamos intactas nas nossas mentes mudam, ou simplesmente mofam. Esperava que isso pudesse acontecer comigo. Mas o que aconteceu de verdade era aquilo que eu nunca poderia prever. O plástico que lacrava meus sonhos, com o tempo, ficou tão empoeirado, que, apesar dos conselhos para simplesmente livrar-me deles, decidi pegar um paninho macio de esperança, mergulhar no sabão pastoso da persistência, e limpar. Daí, sim, eu poderia contemplar novamente todas as vontades nossas que permaneceram lacradas, todos os presentes que te dei que não foram aceitos, mas devolvidos sem nunca terem sido tirados das caixas. Limpei cuidadosamente, num fim de semana tranquilo, de sol calmo, e céu azul. E guardei ordenadamente nas prateleiras do meu coração.
Num outro dia irritantemente cinza, frio e chuvoso, decidi abrir as embalagens lacradas. Se não pude construir estes sonhos, realizar estas vontades contigo, então eu imaginei que talvez algo eu pudesse fazer sozinha; colocar em prática nossos planos, e imaginar simplesmente você ao meu lado, comemorando comigo o prazer de ter alcançado a alegria e o alívio que vem depois da luta para atingir um objetivo. Estava tão ansiosa que não abri como se deve, e fui simplesmente, enquanto chorava e sorria nervosa, furando a embalagem com meus dedos e arrancando o fino, mas firme obstáculo que você permitiu que outros construíssem entre nós. Mas qual não foi minha surpresa ao encontrar as caixas quase vazias, apesar de parecerem cheias por fora! Eu pensava que meu olhos tinham enlouquecido; eu dizia repetidamente: "Mas os seus sonhos também estavam aqui junto com os meus, eu sei, eu vi! Eu sei, eu vi! Eu sentia que sim..." Pura verdade, eu não vi coisa alguma, eu apenas senti que sim. Enquanto comia os morangos, não reparei que você comeu apenas dois. Enquanto abria meu coração, não reparei que você apenas ouvia, sem compartilhar. Enquanto ria com você, não reparei que você apenas sorria, talvez para não me contrariar. Enquanto havia grandes silêncios no meio de nossas conversas, não reparei que você não quebrou o silêncio, abrindo seu coração também. E nesses silêncios, eu não desconfiei de absolutamente nada. E criei a falsa imagem dos seus sonhos junto com os meus na mesma embalagem lacrada. Eu simplesmente não reparei que você lacrou a embalagem com o meu coração sozinho dentro. E me devolveu o presente. Eu si o que queria tanto ver. Mas que agora acho que não existia. E se existiu algum dia, viveu num espaço apertado e utópico, entre uma vírgula e outra de seus gestos hesitantes.
E eu virei um único morango, rubro de vergonha, por ainda não ter conseguido te esquecer.

Trazendo mais um selinho pra casa!

Uau, blog de ouro, que chique! Nada tenho a acrescentar, exceto que amei, e até gostaria de ter uma destes na minha estante. Nem precisava ser de ouro, não tenho nada de ouro, nem quero ter, enquanto houver violência nesse mundo. Mas podia ser assim, douradinho, folheado, que eu já me satisfazia. Amei esse bonequinho segurando o lápis!
Quem me deu esse selo lindo foi a Debor@h, do Doce vida dura. As regras do jogo: responder a algumas perguntas simples, tais como:

1- Por que eu acho que mereci o prêmio? Bem, mas essa não sou eu quem tenho que responder. Esse negócio de merecer ou não, eu prefiro ouvir de meus leitores. Mas agradeço de coração por ter recebido!

2- Na minha opinião, qual o post do blog que mais merece ter recebido este selo? Ei, mas as perguntas eram pra ser simples!!! kkkk Olha, é difícil, mas eu gosto muito da série Incolorida e dos posts da série Pétalas da vida. Em comparação com os outros, eu prefiro estes.

3- Do blog que me indicou, o que mais me agrada? Ele mereceu o prêmio? Mas, é claro que mereceu! O que mais me agrada é o frescor, mas, ei, no bom sentido da palavra, viu? Frescas como uma maçã verde apetitosa, uma rosa orvalhada, uma brisa fresca depois de uma chuva breve num dia de verão. O blog tem sempre um tom revigorante, e te deixa sempre com um sorriso na face.

4- Quem merece receber o selo? Uai, tanta gente, gente até que tem blog que eu nem sigo, porque ainda não deu tempo, ou que eu ainda nem conheci. Mas hoje vou deixar este para todos os que eu sigo. Junto com...

...beijos e pétalas.