sábado, 6 de junho de 2009

Melhor não dizer em voz alta...












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Nunca deixei nossas coisas assim, tão ao acaso. Mas é mesmo por falta de tempo que estou deixando, agora. Meu coração aperta, a vontade de ligar permanece, mas agora não o faço porque estou tentando me apaixonar de novo por mim mesma. E isso pede um tempo. Quem sabe, como num desses filmes bem românticos, o acaso fique a nosso favor.... não, pensando bem, não acredito que o acaso possa ter tanta personalidade assim, nem acredito em poder personificá-lo...

Nunca deixei de falar contigo assim, tanto tempo. Mas é mesmo por falta de tempo que estou deixando, agora. Você precisa aprender de uma vez a escolher sentir saudade ou simplesmente não sentir. Você precisa decidir de uma vez se quer estar presente mesmo tão ausente, ou se quer permanecer ausente, mesmo tão presente...

Nunca deixei de sonhar contigo assim, tanto tempo. Mas é mesmo por falta de tempo que estou deixando, agora. Ando tão ocupada, que já consigo usar isso como desculpa esfarrapada para mim mesma, quando olho pela janela do ônibus. O sono vem, e eu o uso como fuga pra não ter de sentir a dor e o peso da realidade...

Nunca deixei de te amar por tempo algum. Mas é por isso mesmo que tenho que tentar, agora. Só para entender melhor o que você não sente por mim.

2 comentários:

*Bela Poeta disse...

Como palavras tão bem entrelaçadas em tamanho sentimento não refletiriam um amor de verdade? Uma dor de verdade...
Belíssimo!
Abraço,
*Bela.

Pétala disse...

Só reconhecemos o amor e a dor de verdade quando sentimos também, não é verdade? Muito obrigada, Bela. Fiquei super contente por você ter mergulhado fundo no Pétalas. Amo quando lêem postagens mais antigas.

Beijos e pétalas.